Queijo das Furnas

Uma micaelense de 19 anos criou uma queijaria nas Furnas para fazer queijos que não são mais do mesmo.
Por Edgardo Pacheco|12.09.18
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Queijo das Furnas
Foto Direitos Reservados
Em matéria de queijos açorianos há um certo ruído engraçado e justificado à volta da Queijaria Furnense. E por diferentes razões. Primeiro, o setor da indústria dos lacticínios nos Açores é algo conservador. Quem tem marcas há décadas e com clientes fixos não sente lá muita necessidade em inovar na criação de novos produtos (é mais refrescar a imagem e a funcionalidade das embalagens e siga o barco).

Segundo, a Furnense tem como figura de proa a Paula Rego, uma miúda hoje com 19 anos mas que começou a meter as mãos nas cubas de leite ainda com 17 anos. Tem tido a ajuda do pai, de um queijeiro com muito currículo e até da equipa técnica de uma fábrica de grande dimensão na ilha de São Miguel, mas a sua juventude e o carácter aventureiro são trunfos estratégicos de marketing. Na ilha, nem sempre se fala dos produtos da Queijaria Furnense, mas sim dos queijos da Paula.

Terceiro - e mais importante - os queijos não só são bem feitos com nos chegam com alguma inovação. Não pelo facto de juntarem ao leite - como no caso do queijo que destacamos na foto - orégãos e especiarias (isso existe em abundância por aí), mas pelo facto da salmoura onde os queijos passam conter água azeda e não uma água normal. Ou seja, uma das águas muito ricas em minerais que abundam na região das Furnas.

A água mais o marketing dão valor estratégico ao queijo. Tudo bem pensado.


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