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Bem-vindo à Tinderlândia

Mais do que uma forma alternativa de combinar um encontro ou de facilitar o sexo casual, aplicações como o Tinder estão já na génese de muitas relações sérias. E vieram para ficar. Falámos com um utilizador português.
06.06.18
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Bem-vindo à Tinderlândia

Pedro (nome fictício) conheceu a atual mulher no Tinder. "Começámos a falar, combinámos um encontro, depois outro e outro. Um ano depois casámos", afirma este profissional de 35 anos. Usou o Tinder durante menos de dois anos, após ter saído de uma relação. "Foi natural, é uma forma como outra qualquer de conhecer gente nova", afirma de forma desabrida.

Sem dados para Portugal, socorremo-nos de números vindos do outro lado do Atlântico. Segundo um inquérito da empresa de tecnologia ReportLinker a 501 cidadãos, o norte-americano médio está inscrito ou usa 2,4 websites de encontros. Em 2017, o Pew Research Center anunciou que a percentagem de cidadãos dos EUA que usam aplicações de encontros atingiu o astronómico número de 40%, sendo que entre o grupo etário conhecido como o dos millennials o número sobe para 70%.

Uma grande parte da população, especialmente entre os jovens e as classes mais privilegiadas ou com maiores habilitações literárias, tem já nas redes sociais, nas aplicações e nos sites de encontros o seu meio primeiro para combinar encontros amorosos.

Usar aplicações como o Tinder ou o Bumble e sites como o OK Cupid é hoje tão fácil como pedir uma bica. Os detratores apontam os perigos de sair com um desconhecido, algo que não perturba Pedro. "Não vejo qualquer perigo que não exista noutras situações. Quando conhecemos alguém novo, nunca estamos seguros das reais intenções dessa pessoa. Não interessa se a conhecemos num bar ou numa app", afirma. Desde que instalou a aplicação, teve cinco encontros. Quatro foram dececionantes. Ao quinto, acertou. "Fomos sair sem expectativas. Deu certo e começámos a namorar."

As dating apps – ou aplicações de "engate", como são conhecidas entre os descrentes – surgiram há menos de uma década. A forma como influenciaram mentalidades e mudaram a ideia de "encontro" é indiscutível. "Acho que já não é preciso cruzar grupos de amigos ou meter conversa para conhecer alguém, basta estar online. E isso é positivo", afirma André.

Pensadores como Zygmunt Bauman, autor de "Amor Líquido" (Relógio de Água, 2008), argumentam que a segurança de uma relação de longa duração é posta em causa pela Internet. Pedro discorda: "Não acho. Acho que temos mais liberdade. Talvez seja esse o motivo por que algumas relações não duram tanto quanto antigamente." Mas isso, como diz, "talvez não seja culpa do Tinder".