Sub-categorias

Notícia

Acusado de matar por não haver canja para jantar ouve alegações finais quinta-feira

As alegações finais do caso do homem, acusado pelo Ministério Público (MP), de ter matado o irmão do padrasto, na sequência de uma discussão desencadeada por não haver canja para o jantar, decorrem na quinta-feira.
29.02.12
  • partilhe
  • 0
  • +
Acusado de matar por não haver canja para jantar ouve alegações finais quinta-feira
Alegações finais estão agendadas para quinta-feira, às 13H30, no Tribunal de Benavente (na foto) Foto João Nuno Pepino

No despacho de acusação, na noite de 20 de Agosto os dois indivíduos encontravam-se na cozinha da casa em Marinhais, quando a vítima exclamou: "não há canja para o jantar!". Tais palavras geraram uma discussão, tendo a mãe do agressor impedido que a vítima caísse na lareira acesa, depois de "empurrado" pelo arguido.

O agredido dirigiu-se para o pátio da habitação, dizendo que se ia embora e que não estava para aturar uma coisa daquelas. Enquanto a mãe do arguido tentava acalmar a vítima, o seu filho, de 30 anos, apareceu com uma faca de "doze centímetros de comprimento de lâmina" e esfaqueou-o em três zonas do corpo. Ato contínuo, o agressor "empurrou" o irmão do padrasto para dentro de uma piscina de borracha com água pelos joelhos.

Na sequência das agressões, a vítima sofreu "feridas perfurantes e cortantes" na base do pescoço, com cerca de dois centímetros, e no abdómen, tendo sido ainda atingida no dedo de uma mão.

Segundo o MP, as lesões torácicas "provocaram a morte" de Jacinto Gomes Bernardo, que veio a ocorrer a 26 de Setembro no Hospital Distrital de Santarém, onde esteve internado cerca de um mês.

Para a acusação, o arguido "previu, quis e conseguiu empurrar" a vítima para o interior da lareira acesa, com o propósito de "provocar a queda deste no lume", o que só não conseguiu porque a sua mãe o impediu.

Além disso, defende o MP, o agressor "previu, quis e conseguiu espetar uma faca no pescoço, no abdómen e no dedo" de Jacinto Gomes Bernardo, bem como "empurra-lo para o interior da piscina", tendo o arguido "agido sempre com o propósito de causar a morte" da vítima.

Para a acusação, ao espetar uma faca com aquelas características, naquelas regiões do corpo, o homem de 30 anos "sabia que tais actos eram os adequados para atingir um órgão vital e provocar a morte" do irmão do seu padrasto, o que veio a "conseguir".

O arguido está acusado pelo Ministério Público pela prática de um crime de homicídio, na forma consumada, punível com pena de prisão de oito a 16 anos.

Em sede de interrogatório, o arguido, que aguarda a decisão do tribunal em prisão preventiva, declarou que "não era nenhum assassino".

As alegações finais estão agendadas para quinta-feira, às 13H30, no Tribunal de Benavente.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!

Mais notícias

pub