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Alemanha: 800 armas nas mãos de neonazis

A polícia alemã apreendeu nos últimos dois anos mais de 800 armas de fogo, armas brancas e explosivos a neonazis, noticia esta quarta-feira o jornal Berliner Zeitung, com base na resposta do governo a uma interpelação parlamentar.
30.11.11
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Alemanha: 800 armas nas mãos de neonazis
Autoridades querem criar ficheiro com neonazis considerados perigosos Foto Agência

Algumas das armas apreendidas eram pistolas de guerra, e foram ainda encontradas em rusgas a apartamentos de neonazis, em 2009 e 2010, mais 34 pistolas de gás, pistolas de alarme e armas de pressão de ar, segundo o ministério do interior, em resposta à interpelação do Die Linke (Partido de Esquerda) no parlamento.

"São encontradas cada vez mais armas na posse de neofascistas, o que significa que a extrema-direita militante está a armar-se", comentou a porta-voz do Die Linke para assuntos internos, Ulla Jelpke, em declarações ao matutino berlinense.

Pano de fundo da interpelação foi a recente descoberta de uma célula terrorista neonazi que presumivelmente assassinou a tiro 10 pessoas, incluindo nove imigrantes.

A célula, que se intitulava ‘Resistência Nacional Socialista’ (NSU), era composta por três elementos, e segundo o ministério público federal, é responsável ainda por vários assaltos a bancos e pelo menos um atentado bombista em Colónia.

As autoridades alemãs investigam também a ligação do grupo a um atentado à bomba gorado, contra um prédio onde viviam na altura operários portugueses, em 1997, em Stadtroda, na Turíngia.

Dois membros do grupo, Uwe Mundlos, 38 anos, e Uwe Bohnhardt, 34 anos, apareceram mortos com tiros na cabeça no passado dia 4 de Novembro, em Eisenach, na Turíngia, depois de terem voltado a assaltar um banco, e de já terem sido detectados pela polícia.

O terceiro elemento da NSU, Beate Zschäpe, 36 anos, entregou-se entretanto às autoridades, depois de ter feito explodir o apartamento em Zwickau (Saxónia) onde os três viviam, sob falsas identidades.

Entretanto, foram detidos mais três suspeitos de terem apoiado as actividades terroristas da chamada "Célula de Zwickau", a mando do ministério público, e todos estão em prisão preventiva.

Um deles, Ralf Wohllleben, 36 anos, detido na terça-feira, em Jena, foi até 2010 um alto quadro do principal partido de extrema-direita o NPD, o que levou vários políticos, organizações de imigrantes e organizações antifascistas a reiterar exigências para que esta formação neonazi seja proibida.

Entretanto, o ministro do interior, Hans-Peter Friedrich, apresentou um projecto-lei para a criação de um ficheiro nacional sobre neonazis considerados perigosos.

O ficheiro deverá incluir suspeitos, indiciados, condenados, criminosos ou cúmplices de actos de violência associados à extrema-direita", revelou o jornal Die Welt, com base no documento.

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