Avião que se desintegrou nos céus do Alentejo tinha desgaste e fissuras

Acidente matou piloto belga e feriu gravemente dois parquedistas.
Por Lusa|26.06.18
Avião que se desintegrou nos céus do Alentejo tinha desgaste e fissuras
Foto Direitos Reservados

A investigação ao acidente com o avião Pilatus PC-6, que se desintegrou no Alentejo em junho de 2016 com paraquedistas, causando a morte ao piloto belga, concluiu que havia desgaste e fissuras num componente mecânico crítico da aeronave.

O relatório final do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), a que a agência Lusa teve acesso esta terça-feira, indica que, "depois da fratura do acessório de fixação, o estabilizador horizontal ficou solto, sem controlo e entrou em vibração, provocando a fratura do lado esquerdo do estabilizador horizontal", sendo esta apontada pelos investigadores como a causa provável do acidente.

O fabricante (Pilatus) assume, num boletim de serviço emitido posteriormente ao acidente, "que foram reportados desgaste e fissuras na fixação do compensador do estabilizador e nos componentes estruturais relevantes" de alguns destes aviões, incluindo nesta aeronave, que se desintegrou em pleno voo a 19 de junho de 2016, após descolar de Canhestros, em Beja.

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