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BCP: 600 trabalhadores com rescisões amigáveis

O BCP deverá conseguir a saída de cerca de 600 trabalhadores com o processo de rescisões amigáveis em curso, garantiu o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI).
30.11.12
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BCP: 600 trabalhadores com rescisões amigáveis
O BCP deverá conseguir a saída de cerca de 600 trabalhadores com o processo de rescisões amigáveis em curso Foto Bruno Colaço

"Penso que vão conseguir atingir os objectivos a que se propuseram, cerca de 600", Paulo Alexandre, dirigente do SBSI, que se reuniu esta semana com os responsáveis do BCP para discutir este processo.

Além dos cerca de 600 trabalhadores que deverão abandonar o banco em rescisões amigáveis, deverão somar-se mais algumas dezenas através de reformas antecipadas.

O banco iniciou, no início de Novembro, um processo de saída de cerca de 600 trabalhadores, numa reestruturação dos recursos humanos com que a instituição conta poupar 30 milhões de euros já em 2013 em custos com pessoal. O presidente da instituição, Nuno Amado, admitiu na apresentação dos resultados trimestrais que pode ir para despedimento colectivo caso este programa de rescisões não chegue ao número de saídas desejado.

Sobre este tema, na reunião, a direcção do banco "não deu garantia" às estruturas representativas dos trabalhadores de que não vá haver despedimento colectivo, apesar de ter afirmado que "não gostaria de ouvir pronunciada a palavra [despedimento] dentro empresa", revelou o sindicalista.

"Continuam convencidos de que as condições são boas e que vão conseguir [as saídas pretendidas] por essa via", explicou.

Quanto ao prazo deste processo de saída, continua a ser intenção do BCP conclui-lo até final do ano, o que, afirmou o responsável, também poderá ser encarado de forma positiva por alguns trabalhadores para evitar a maior carga de impostos que 2013 trará.

Aos trabalhadores que aceitarem sair do BCP, este paga 1,7 vencimentos por cada ano de trabalho (inclui salário base, subsídios de férias e de Natal, isenção de horário, entre outros complementos), mantendo ainda estes as condições do crédito à habitação, sobretudo a taxa de juro, assim como o seguro de saúde Médis. Para os trabalhadores até 50 anos de idade o seguro mantém-se por um ano e acima dessa idade por dois anos.

O banco disponibiliza os serviços de uma empresa especializada para quem pretende procurar novo trabalho e uma linha de microcrédito para os que queiram abrir actividade por conta própria.

Em cima da mesa, estava também a possibilidade de manutenção dos Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS) pelos trabalhadores que saíssem do banco, pretensão já afastada face à continuidade do seguro Médis.
O BCP pediu ao Ministério da Economia e do Emprego o estatuto de empresa em reestruturação que, se for concedido, garante a todos os trabalhadores que aceitem a rescisão o direito ao subsídio de desemprego. Uma decisão que, segundo o dirigente sindical contactado, vai fazer depender a aceitação de muitos funcionários. Ainda assim, se não for aceite, será o banco a assegurar o pagamento mensal de um montante equivalente ao subsídio de desemprego pelo período a que o trabalhador teria direito.

Em Setembro, o BCP tinha 9.866 trabalhadores.

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