Bebé de quatro pernas submetida a cirurgia de alto risco

Menina, que nasceu com duas colunas vertebrais, foi separada da gémea parasita.
02.04.17

Dominique, uma bebé de 10 meses, teve de ser sujeita a uma operação de alto risco para a separar da sua irmã gémea parasita. A bebé, natural da Costa do Marfim, nasceu com as pernas da gémea presas ao pescoço e às costas. Além disso, tinha duas colunas vertebrais.

"Um gémeo parasita é um gémeo idêntico que não consegue separar-se durante o desenvolvimento. Não é outro gémeo independente, mas um gémeo que estava dependente do seu sistema corporal, de tal forma que o coração e os pulmões de Dominique lhe forneciam o alimento", explica o neurocirurgião John Ruge, que esteve envolvido na operação, à agência Reuters.

Neste momento a criança encontra-se ao cuidado de uma família de acolhimento, em Chicago, nos Estados Unidos, depois de ter sido operada com sucesso no Hospital Infantil Advocate, no passado dia 8 de março, situado no estado de Illinois.

A cirurgia demorou 6 horas, teve o contributo de mais de 50 profissionais da medicina, desde neurocirurgiões, cirurgiões plásticos e crânio-faciais, ortopedistas, radiologistas, enfermeiros, terapeutas, entre outros.

A menina foi para casa passado 5 dias da operação. Após a intervenção, Dominique tem agora mais possibilidades de ter uma vida normal.

A esperança média de vida da criança era muito reduzida, uma vez que o coração e os pulmões estavam a suportar dois corpos e que as pernas da gémea continuariam a crescer, o que lhe causaria severas deformações na coluna vertebral, bem como dores crónicas.

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