Bombeiros passaram fome em Monchique

Alimentação chegou a ser "dois pães com manteiga, uma barra de cereais, uma garrafa de água" e pouco mais.
Por Ana Palma e João Mira Godinho|17.08.18
"Os bombeiros nos incêndios comem pior que os sem-abrigo". A denúncia é da APROSOC - Associação de Proteção e Socorro, referindo como exemplo o incêndio de Monchique, onde a alimentação dos bombeiros "chegou a ser dois pães com manteiga, uma barra de cereais, uma garrafa de água, uma bebida energética e uma maçã". Isto quando, por exemplo, "a comunidade sem-abrigo de Lisboa ou do Porto recebe frequentemente refeições quentes". E "até as refeições frias são geralmente mais adequadas do que o que em muitos teatros de operações é disponibilizado aos operacionais", acusa a APROSOC.
Bombeiros passaram fome em Monchique

A associação acrescenta que "continua a verificar-se a inadequação dos locais de descanso e condições de repouso dos operacionais", pelo que "em muitos casos acabam por repousar deitados no chão".

Contactada pelo CM, a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) garantiu que "o apoio logístico ao teatro de operações do incêndio em Monchique funcionou de forma correta". E frisou que ao Posto de Comando Operacional "não chegou qualquer queixa ou informação negativa sobre o apoio logístico prestado aos operacionais envolvidos". A alimentação fornecida em Monchique "teve em consideração as necessidades nutricionais e energéticas associadas a este tipo de operação", diz ainda a ANPC.

Movimento apoia desalojados
Fundado por naturais de Monchique e com mais de 200 voluntários, o movimento Ajuda Monchique foi criado para apoiar a população afetada, propondo o apadrinhamento de famílias desalojadas. "Temos 250 famílias afetadas, das quais 160 precisam de ajuda", avançam.

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