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Cavaco sugere imposto extraordinário em vez de cortes salariais

Cavaco Silva afirmou esta sexta-feira que, em alternativa aos cortes salariais, o Governo poderia ter criado “um imposto extraordinário para todos os portugueses acima de um certo rendimento”. O candidato presidencial considerou que os sacrifícios exigidos nos últimos tempos não se dirigem a todos os portugueses.
21.01.11
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Cavaco sugere imposto extraordinário em vez de cortes salariais
Cavaco sugeriu imposto extraordinário para todos acima de um certo rendimento em vez dos cortes salariais Foto António Pedrosa

Cavaco Silva disse esta sexta-feira, numa entrevista à Rádio Renascença, que os cortes salariais na função pública significam "exigir de forma coactiva e unilateral" uma redução de rendimentos.

Questionado se defenderia então que os cortes fossem mais generalizados, Cavaco Silva afirmou que não é altura de discutir medidas alternativas "porque o Governo bem sabe que há formas, sem ser por corte de vencimentos, de chamar o contributo de todos os cidadãos".

O actual Presidente e candidato às eleições deste domingo sustentou que "bastava, por exemplo, que fosse criado um imposto extraordinário para todos os portugueses acima de um certo rendimento. Foi uma opção do Governo que a Assembleia aprovou".

Confrontado com a possibilidade de veto, Cavaco recorda que nunca nenhum Presidente da República vetou um Orçamento e apelou aos portugueses para que reflictam sobre qual seria o estado actual da situação económica e financeira do país caso tivesse entrado em funções um governo de gestão. "Isso era um grande problema e eu não podia deixar. Seria o colapso da economia portuguesa", justificou.

Em relação às polémicas levantadas durante a campanha sobre as acções na SLN e a casa de férias, este limitou-se a dizer que não tem nada a esclarecer.

"Esses casos foram alimentados. Foi pena que alguma imprensa não tivesse revelado quem os alimentava. Eu sei que os jornalistas sabem quem montou a operação. Até os desafiava a revelarem. Eu não quero revelar porque sei que os jornalistas recebiam as encomendas", rematou Cavaco Silva.

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