"Centrão" declara apoio à candidatura de Alckmin à presidência do Brasil

Ex-governador de São Paulo já se candidatou em 2006.

O "Centrão", grupo de partidos de centro e de direita há muito ligados ao poder independentemente de quem governa, declarou esta quinta-feira apoio à candidatura do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, às presidenciais brasileiras do próximo mês de Outubro. O anúncio foi feito numa cerimonia em Brasília onde estiveram presentes, além do próprio Alckmin, líderes de todos os partidos do grupo e aliados.

Divididos entre si muito mais por disputas de poder do que por ideologia, os partidos do "Centrão" chegaram a ensaiar candidaturas próprias e o apoio a outros candidatos, à sua esquerda e à sua direita, mas acabaram por se unir em torno de Alckmin, presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que não faz parte do grupo centrista.

Os cinco partidos do "Centrão", DEM (Partido Democratas), PR (Partido da República), PRB (Partido Republicano Brasileiro), PP (Partido Progressista, e SDD (Partido Solidariedade), chegaram à conclusão de que, isoladamente, não conseguiriam ir muito longe e corriam um elevado risco de ficarem afastados do poder pela primeira vez em muitos anos.

Para Alckmin, o apoio do "Centrão" representa um fôlego muito expressivo, que pode levá-lo a uma segunda volta até agora bastante improvável. Nas sondagens, Geraldo Alckmin, cuja gestão do estado de São Paulo foi muito criticada, não passava até agora dos 6% a 8%, conforme o instituto autor do levantamento, e parecia com poucas probabilidades de lutar pela eleição.

Com o apoio do grupo, ganha de uma vez só mais 14 minutos e 47 segundos de tempo de propaganda na rádio e na televisão, um trunfo nada desprezível que pode fazê-lo chegar bem mais longe do que parecia possível até agora. A corrida presidencial, nos cenários sem a presença do ex-presidente Lula da Silva, que a liderava mas foi condenado e preso por corrupção, tem até agora nos três primeiros lugares o radical de direita Jair Bolsonaro, do PSL (Partido Social Liberal), a ambientalista Marina Silva, da Rede (Partido Rede Sustentabilidade), e o ex-ministro de Lula Ciro Gomes, do PDT (Partido Democrático Trabalhista).

Geraldo Alckmin já se candidatou à presidência, em 2006, sendo na altura derrotado por Lula da Silva, nessa altura reeleito. A campanha eleitoral começa oficialmente em meados do próximo mês de agosto, quando os candidatos tentarão tirar os eleitores da apatia provocada pela ausência de nomes que representem algum tipo de mudança confiável e o rompimento com os grandes partidos, quase todos ligados a escândalos de corrupção. 

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