CGTP promete guerra ao Governo caso nova legislação laboral avance

Arménio Carlos acusou o executivo de "manipulação grosseira".
Por Lusa|21.06.18
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A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) considerou esta quinta-feira que a nova legislação laboral proposta pelo Governo é uma "declaração de guerra aos trabalhadores", razão pela qual, se avançar, terá igual resposta desta estrutura.

"Esta legislação não pode passar e, se porventura o Governo teimar em fazê-la andar para a frente, naturalmente que se abre aqui uma linha de conflito aberto porque esta legislação é uma declaração de guerra aos trabalhadores e, sobretudo, aos sindicatos da CGTP", afirmou Arménio Carlos.

Falando à agência Lusa no final do Plenário Nacional de Sindicatos, que decorreu em Lisboa, o responsável garantiu: "Nós não procuramos a guerra, somos sempre adeptos da paz, mas se nos estão a declarar guerra naturalmente não podemos deixar de responder indo à guerra".

"E quando dizemos ir à guerra é com todos os meios que estão ao nosso alcance. Esses meios são sempre a força da razão, da coerência e, sobretudo, da proposta", acrescentou.

Ao todo, foram cerca de 800 os dirigentes e delegados sindicais da Intersindical, provenientes de todo o país e de todos os setores de atividade, que participaram no Plenário Nacional de Sindicatos, que decorreu no Fórum Lisboa, para discutir a revisão da legislação laboral resultante do acordo de concertação social assinado na segunda-feira.

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