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Chegou o 18º Barca Velha

O mais emblemático tinto português continua a fazer história, 64 anos passados depois da primeira colheita.
Por Edgardo Pacheco|18.10.16
Chegou o 18º Barca Velha

A última colheira do mais icónico dos vinhos portugueses foi finalmente revelada hoje à noite, em Sintra – o Barca Velha 2008.  Em 64 anos, este, da colheita de 2008. é o 18º Barca Velha, o que revela bem o espírito empresarial da Casa Ferreirinha, que faz pate do universo Sogrape. Isto é, só se lança Barca Velha quando existe a certeza de que estamos perante um vinho de exceção e que tem condições para dar, em grande estilo, continuidade à lenda.

Na realidade não há propriamente segredos na feitura do Barca. O que há é uma cultura de exigência e conhecimento minucioso do terroir do Douro por parte do enólogo Luís Sottomayor (autor do vinho), associado a uma cultura organizacional que só poucas empresas praticam, que é esperar o tempo que o vinho exige.

Como um Barca Velha nunca vem para o mercado com menos de 8 anos, isto traduz-se em muito dinheiro empatado, coisa que não será do agrado do responsável do sector financeiro da Sogrape. E mais. Como a decisão de declarar ano Barca Velha cabe em exclusivo à equipa de enologia, são os enólogos que têm a responsabilidade da empresa facturar ou não a mais cerca de 2,5 milhões de euros. Mas, enfim, sem estes detalhes românticos o vinho não teria assim tanta piada.

Um vinho de mistério em diferentes áreas. Aromas de grande complexidade, com frutos pretos, com notas de especiarias Boca tensa, com estrutura, volume, as tais especiarias, grande equilíbrio e frescura. Vai viver em garrafa que se farta.

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