Macron despede colaborador investigado por agredir manifestante

Caso ocorreu a 1 de maio, mas só agora foi divulgado.
19.07.18
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O colaborador de Emmanuel Macron que agrediu um manifestante no 1º de Maio foi despedido pelo presidente francês. 

O Ministério Público Francês revelou esta quinta-feira que foi aberta uma investigação sobre a alegada agressão de um colaborador do presidente Emmanuel Macron a um manifestante, após terem sido divulgadas imagens do acontecimento. Esta aconteceu durante um protesto no dia 1 de maio em Paris.

O alegado agressor é Alexandre Benalla, "um conselheiro próximo do presidente da República", segundo o jornal Le Monde, que apresenta a identificação do conselheiro por Patrick Strzoda, diretor do gabinete de Macron, como prova.

Além da investigação sobre o caso de agressão, a justiça francesa está a investigar também a "usurpação de sinais reservados à autoridade pública", confirmado pelo Ministério Público à agência France-Presse (AFP).

Nas referidas imagens, é possível ver que a pessoa que se pensa ser Benalla a agredir um manifestante que já estava controlado pelas autoridades, envergando uma viseira igual à da polícia. Benalla agarrou o homem pelo pescoço e pontapeou-o quando este já estava caído no chão. Na mesma gravação, vê-se a polícia a assistir ao episódio e depois Benalla a afastar-se rapidamente.

A AFP afirma que Alexandre Benalla foi responsável pela segurança de Emmanuel Macron durante a campanha presidencial de 2017 e depois terá sido nomeado assistente-chefe do gabinete adjunto do presidente François-Xavier Lauch.

Patrick Strzoda disse ao Le Monde que Benalla foi suspenso entre 4 a 19 de maio e ameaçado de despedimento se a situação se voltasse a repetir. Também o porta-voz da presidência francesa, Bruno Roger-Petit,  garantiu que Benalla recebeu "a mais séria sanção já pronunciada contra um alto funcionário que trabalha no Eliseu". "Esta sanção serviu para punir comportamentos inaceitáveis e foi comunicada [a Benalla] como a última advertência antes de ser demitido", sublinhou.

O presidente francês recusou-se a cometer o sucedido. Curiosamente, no dia 1 de maio Macron condenou os episódios de agressões na manifestação, prometendo que os autores de actos violentos seriam "identificados e responsabilizados pelas suas ações".


 

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