Descobertos cérebros de pessoas mortas na Guerra Civil Espanhola

Oitenta anos depois, foi encontrada coleção de cérebros naturalmente preservados.
19.07.17

As escavações de arqueólogos espanhóis resultaram na descoberta de cérebros naturalmente preservados de 45 pessoas, vítimas da Guerra Cívil Espanhola.

O pais vizinho tem centenas de grandes cemitérios resultantes da ditadura levada a cabo pelo general Francisco Franco.

Devido à falta de fundos – e à vontade de "esquecer" aquele período negro da história – muito poucos cemitérios foram desenterrados.

Os cérebros de alguns dos corpos que estão na sepultura de La Pedraja, em Burgos, foram preservados por condições ambientais muito específicas. Depois das chuvas fortes se infiltrarem nos furos de bala nos crânios, deu-se um processo de "saponificação", transformando os cérebros numa substância semelhante a um sabão.

Um coração preservado também foi descoberto, "uma descoberta sem precedentes", como diz o cientista forense Fernando Serrulla, que trabalhou na escavação e publicou um estudo com detalhes da descoberta.

"Os cérebros naturalmente preservados são muito raros", disse Serrulla. "Existem apenas cerca de 100 casos documentados no mundo", revela.

Os órgãos estão num laboratório na Galiza, no noroeste de Espanha, para serem estudados por Serrulla.

Estes 45 cérebros formam a maior coleção de cérebros humanos naturalmente preservados do mundo, como refere o investigador, em declarações à Reuters.  

Apenas 16 dos 104 corpos desenterrados do túmulo foram identificados.

Rafael Martinez, presidente de uma associação socialista que fora atormentada pelos defensores de Franco, em 1936, foi recentemente identificado como um dos corpos situados em La Pedraja.

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