Diz que ser stripper a torna "melhor mãe"

Mulher que também é escritora e faz filmes pornográficos caseiros estudou para ser polícia.
02.02.18

Elle Stranger, uma mulher norte-americana de 31 anos, conta com vários projetos profissionais, todos na área do sexo: é stripper, escritora de contos eróticos e vende a pornografia caseira que faz. Diz ainda que é "terapeuta de roupa interior". Para quem olha de lado para a carreira de Elle, a norte-americana responde e garante que a profissão a tornou melhor mãe.

"Sinto-me orgulhosa do que faço, mas tive que aprender a lidar com os julgamentos de quem não me conhece, em especial quando vou deixar a minha filha á escola", começa por contar Elle, que vive em Portland, Oregon.

A norte-americana vive com a filha de cinco anos e trabalha três dias por semana num clube de striptease. "Ser uma trabalhadora na área do sexo tornou-me melhor mãe porque desenvolvi um melhor sentido de empatia. Eu sou responsável por educar um ser humano que tem que ser uma mais valia para o Mundo. Eu não lhe escondo nada e ensino-a a ser segura de si perante o Mundo que a rodeia. Desde que ela tem três anos que lhe explico que danço, falo com senhores e conto piadas a troco de dinheiro", adianta a stripper.

Elle afasta as críticas de quem considera que uma profissional do seco "não é capaz de criar uma criança num lar estruturado, seguro e carinhoso" e afirma que é tudo "uma questão de projeção de medos".

A mulher explica que a vida profissional e pessoal "nunca se cruzam", mas que aprendeu muito no trabalho.

"Ao fim de seis meses aprendi mais sobre os seres humanos do que em qualquer aula de psicologia. É como se fosse terapeuta, porque estou a  tornar os meus clientes mais felizes. Eu sei que o meu trabalho tem propriedades ‘curativas’, porque me dizem", defende.

Estudou para ser polícia

Elle sempre sonhou ser polícia e tirou o curso de criminologia. Mas desencantou-se com o modo de funcionamento das forças de segurança e o sistema judicial norte-americano.

"Apostei no striptease, porque é uma maneira de mostrar amor e compaixão ao Mundo que me rodeia", defende Elle, que se afirma feminista e que, todos os anos, organiza eventos solidários para vítimas de violência doméstica.

"Eu e muitas outras profissionais do sexo participamos na Marcha das Vadias de Portland, em que defendemos que nenhuma mulher deve ser vítima de violência ou abusos sexuais. Normalmente pedimos que as mulheres que desfilem connosco levem a última roupa que vestiam quando foram assediadas", explica.

Elle finaliza, explicando que também é uma "figura maternal" no trabalho. "Vejo-me como uma curandeira, como se o meu toque fosse curativo. E sou como uma mãe para os meus clientes, aprendi isso com eles. Tenho cuidados especiais, para os manter seguros e felizes. Tal como em casa. Ensinar compaixão é meio caminho andado para saber que vou ser bem tratada e que todos vamos ser mais felizes", conclui a stripper.

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