Zonas balneares com banho desaconselhado ou proibido duplicaram

Associação ZERO alerta para a ausência de medidas de controlo em algumas praias.
Por Lusa|16.08.18
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O número de zonas balneares em que o banho foi desaconselhado ou proibido duplicou em relação a período homólogo de 2017, informou esta quinta-feira a Associação ZERO, que alerta para a ausência de medidas de controlo em algumas praias.

O desaconselhamento ou proibição de banhos, mesmo que durante um curto período de tempo, afetou até 15 de agosto 38 praias em Portugal, um valor que representa 6,3% do total das águas balneares, o dobro do ano passado, sublinhou a associação em comunicado.

Apesar de estarem identificadas mais zonas balneares em relação a 2017, existindo atualmente 608 praias, 480 costeiras ou de transição e 128 interiores, e dos problemas serem mesmo assim relativamente diminutos e esporádicos, houve um aumento considerável de perturbações de qualidade da água nas praias portuguesas", pode ler-se na mesma nota.

Segundo a ZERO, a maioria dos casos ocorre em zonas balneares interiores, "mais suscetíveis a descargas ou falta de tratamento de águas residuais, ou praias costeiras com ribeiras ou rios próximos cuja qualidade é afetada por episódios causados por fontes de poluição ou na sequência de contaminação associada a poluição difusa aquando de precipitação intensa, faltando medidas adequadas de controlo".

Por outro lado, metade destes episódios tiveram lugar em zonas balneares com classificação de Excelente pelo que, ressalva a associação, devem tratar-se "de episódios esporádicos que, no contexto da legislação, até podem não pôr em causa a sua qualidade, mas que devem ter as suas causas devidamente averiguadas".

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