“É preciso um pacto para salvar os media”

Carlos Magno, presidente da ERC, diz que organismo “não está a proteger o público".
Por Duarte Faria|28.09.17
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“É preciso um pacto para salvar os media”
Debate sobre o estado dos media contou com a participação de Bernardo Correia, representante da Google em Portugal, Francisco Pedro Balsemão, presidente da Impresa (dona da SIC), Gonçalo Reis, presidente da RTP, Rolando Oliveira, vice-presidente da Global Media, e Rosa Cullell, administradora da Media Capital (TVI) Foto João Miguel Rodrigues
O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) apelou ontem a um entendimento entre agentes do mercado e governantes para a sobrevivência das empresas de comunicação social. "É preciso um pacto para salvar os media nacionais", declarou Carlos Magno no 27º congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC).

O responsável apelou à criação de um grupo "para estudar a transição dos media para o digital", com "a Google a bordo". Magno defendeu ainda que é preciso "modernizar o papel dos reguladores" porque, no atual enquadramento, "a ERC não está a proteger o público e os canais não estão a pensar o seu futuro e a criar alternativas para uma situação que está a chegar ao fim". Já o ministro da Cultura, Luís Castro Mendes, prometeu olhar para a "subsistência das empresas privadas" e afirmou que "os produtores de conteúdos não estão a ser devidamente ressarcidos" pelas grandes plataformas de distribuição na internet, como Google e Facebook.

Presente no debate sobre o estado dos media, Bernardo Correia, representante da Google em Portugal, admitiu que a empresa "não tem feito a abordagem mais correta ao mercado", mas garantiu que "ninguém encontrará um amigo mais fiel para o desenvolvimento dos media do que a Google". "Vamos ser o maior parceiro na transformação digital", afirmou. Recorde-se que o gigante mundial da internet fatura anualmente mais de 70 milhões de euros em Portugal, sem pagar impostos. E Bernardo Correia admitiu que "80% das receitas vêm da publicidade".

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