Escândalo sexual atinge Cruz Vermelha

Organização afastou 21 funcionários por "má conduta sexual" desde 2015.
Por Ricardo Ramos|25.02.18
As revelações de conduta sexual imprópria de membros da Oxfam no Haiti abriram uma verdadeira caixa de Pandora, com várias ONG a admitirem, nos últimos dias, abusos cometidos por funcionários nos mais variados cenários de crise. A mais recente foi a Cruz Vermelha Internacional, que admitiu que 21 funcionários foram afastados, desde 2015, por contratarem prostitutas durante as suas missões.

"Estes comportamentos constituem uma traição às pessoas e comunidades que servimos. São uma afronta à dignidade humana e devíamos ter estado mais atentos", afirmou o diretor-geral do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Yves Daccord, ao revelar que 21 funcionários da organização humanitária foram despedidos ou demitiram-se, nos últimos três anos, após inquéritos internos relacionados com o pagamento de serviços sexuais.

O escândalo, que já atingiu várias organizações humanitárias, foi despoletado pela revelação de que funcionários da Oxfam realizaram orgias com prostitutas no Haiti, em 2010, tendo o caso sido encoberto.

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