Escola sem lugar para criança com epilepsia

Falta de auxiliar especializada impede menina de 3 anos de frequentar ensino pré-escolar.
Por Alexandre Salgueiro|22.10.16
Escola sem lugar para criança com epilepsia
Lauriana Pombo foi informada na 5ª feira que a filha não pode frequentar pré-escolar até ser colocada uma assistente Foto Edgar Martins
Filipa tem três anos e desde os seis meses de vida que sofre de um tipo de epilepsia que lhe provoca convulsões. A menina começou este ano a frequentar o ensino pré-escolar na aldeia de Enxames, no Fundão, mas por ainda não ter sido atribuída ao estabelecimento uma assistente operacional especializada, o agrupamento de Escolas João Franco informou os pais, na quinta-feira, que a criança não podia continuar a ir às aulas.

"Disseram-nos que a Filipa não podia continuar a ir à escola até o ministério enviar alguém qualificado para cuidar dela de forma adequada. Fiquei revoltada porque ao longo deste mês fui eu que lhe dei apoio na escola e estava disposta a continuar até chegar uma técnica", afirma Lauriana Pombo, mãe da menina.

A encarregada de educação assegura que Filipa, que nos últimos três anos apenas teve contacto com a família e com médicos, "apresentou bastantes melhorias de desenvolvimento ao longo do último mês por ter convivido com outras crianças", e teme que o afastamento da escola e dos amigos a faça regredir.

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