Esquerda tenta parar alterações à lei laboral

CGTP vai reunir com grupos parlamentares para apelar à rejeição da proposta do Executivo.
Por Beatriz Ferreira|17.06.18
As propostas do Governo de alteração à lei laboral vão ser contestadas até ao último minuto, quer pela CGTP, quer pelos partidos à Esquerda. A intersindical – que não assinou o acordo na concertação social – anunciou que vai reunir com os grupos parlamentares para travar o pacote do Executivo.

"O Governo, provavelmente porque se aproximam as eleições e tem perspetivas de poder ter um resultado suficiente para que possa governar sozinho sem o apoio de outros partidos, está a encetar um percurso que o encaminha para a direita", defendeu ontem o líder da CGTP, Arménio Carlos. A Intersindical apelou à participação numa concentração junto à Assembleia da República a 6 de julho – dia em que os deputados discutem o tema.

Também o Bloco de Esquerda (BE) aponta o dedo às propostas do Executivo. "O Governo apresentou uma proposta à revelia do que tinha sido negociado [com o Bloco]", diz ao CM José Soeiro. Segundo o deputado bloquista, na última reunião entre o BE e o Executivo, na véspera do acordo na concertação social, "foram ocultadas medidas que o Governo depois apresentou aos parceiros sociais". Em causa estão propostas como a duplicação do período experimental para 180 dias e o aumento do prazo dos contratos de muito curta duração de 15 para 35 dias.

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