Ex-Presidente brasileira destituída Dilma Rousseff candidata-se ao senado

Lula da Silva, preso desde 7 de abril a cumprir pena de 12 anos de cadeia por corrupção, enviou uma carta de apoio a Dilma.

A ex-presidente brasileira Dilma Rousseff, destituída em agosto de 2016 pelo Congresso Nacional após um polémico processo de impeachment comandado nas sombras pelo então seu vice, Michel Temer, que lhe sucedeu no cargo, vai voltar a disputar um cargo electivo. Dilma candidatou-se a uma vaga no Senado Federal nas eleições legislativas de outubro pelo estado de Minas Gerais, onde nasceu, e teve a candidatura confirmada este domingo pelo Partido dos Trabalhadores em convenção nacional.

"Tentaram destruir-me, mas não conseguiram. A intenção era essa, mas não conseguiram", afirmou Dilma, que, apesar de ter sido destituída da presidência teve os direitos políticos mantidos por decisão do então presidente do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, e, por isso, pode candidatar-se.

O também ex-presidente Lula da Silva, preso desde 7 de abril a cumprir pena de 12 anos de cadeia por corrupção, enviou uma carta de apoio a Dilma, lida na convenção. Na missiva, Lula ataca fortemente o Partido da Social Democracia Brasileira, PSDB, de Aécio Neves, que foi derrotado por Dilma em 2014 e denunciou uma suposta fraude eleitoral nunca confirmada, e também o actual presidente brasileiro, Michel Temer, a quem chamou de "fantoche".

Para Lula, Dilma, tal como ele, foi vítima das grandes elites brasileiras, apoiadas pelos media e por parte do Ministério Público e da Justiça, que, depois de destituírem a antiga presidente o mandaram para a prisão para tentar impedi-lo de disputar as presidenciais que também se realizam no próximo mês de outubro. De acordo com a carta, Dilma, garante Lula, vai voltar por cima à vida política, derrotando fragorosamente os seus adversários, entre eles o próprio Aécio Neves, que, atingido em cheio por denúncias de corrupção, desistiu de disputar com a ex-presidente a vaga ao Senado e optou por se candidatar a uma vaga de deputado, para a qual precisa de muito menos votos.
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