Falta de profissionais deixa saúde no limite

Enfermeiros, médicos e farmacêuticos denunciam situações lesivas para doentes.
Por João Saramago|08.07.18
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A s Ordens dos Enfermeiros, Farmacêuticos e Médicos denunciaram ontem sérias limitações no funcionamento de diferentes serviços públicos de saúde. As denúncias surgiram um dia depois dos chefes das equipas de medicina interna e cirurgia geral do Centro Hospitalar de Lisboa Central apresentarem a demissão.

A bastonária dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, salientou que há "serviços em alguns hospitais" onde se deixou de distribuir a medicação por dose unitária, que é a prática mais segura. Em carta enviada ao Ministério da Saúde, a ordem indicou que com a falta de profissionais "está posta em causa a segurança dos doentes".

Por sua vez, o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, referiu que "a situação [no hospital de S. José, em Lisboa] espelha o que está a acontecer no país todo", ao que acrescentou: "as pessoas estão a trabalhar no limite". Já o presidente da secção regional do Sul da Ordem dos Médicos, Alexandre Valentim Lourenço, apontou que "o encerramento de salas de parto na Alfredo da Costa, também em Lisboa, leva à transferência de grávidas a meio de trabalho de parto".

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