Freiras americanas acusadas de maus-tratos e homicídio

Irmãs do orfanato de St. Joseph, nos EUA foram acusadas de terem assassinado três rapazes.
28.08.18
Foi o casamento de Joseph Barquin que deu início ao caso. Impressionada, a mulher perguntou-lhe a origem das marcas nos genitais e o homem admitiu ter sido vítima de abusos no orfanato de St. Joseph, em Burlington, Vermont, nos EUA, e que não era caso único. Tudo tinha acontecido quando uma freira - pertecente às Sisters of Providence - o fechara numa sala, o acariciara e lhe batera com um objecto cortante, conta a SÁBADO.

Corriam os anos 90 do século passado, quando, aconselhado pela companheira, fez terapia e pediu ajuda à diocese para pagar os tratamentos. Sem resposta, recorrer ao advogado Philip White para processar a instituição. Apesar de tudo ter acontecido nos anos 50 e a lei lhe dar apenas seis anos para apresentar queixa. Agora, e após quatro anos de investigação, a jornalista Christine Kenneally do BuzzFeed revelou os detalhes do caso do orfanato católico que acabou processado por mais de uma centena de pessoas. 

Foi em 1993, que Barquin e White entraram com processos contra a diocese de Burlington, a organização Vermont Catholic Charities e uma irmã cuja identificação desconheciam - exigiam uma indemnização por danos físicos e psicológicos, mas também sexuais. A diocese responde: as provas estavam perdidas e Joseph demorara 40 anos para apresentar queixa. A dupla não cedeu e surgiu outra estratégia, a conselho do causídico. Barquin deu então uma conferência de imprensa a contar a sua experiência com o objectivo de "chamar" outras vítimas. Resultou e Philip White recebeu 40 denúncias, levando a que fosse criado o grupo de sobreviventes e amigos do St. Joseph - e que rapidamente dobrou o número de elementos.


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