“Isto não é radicalismo, é ser socialista”, diz Pedro Nuno Santos

Político teve o apoio de Alegre e foi dos mais aplaudidos ao pedir que o PS mantenha o rumo. Santos Silva foi o moderado.
Por Diana Ramos e Isabel Jordão|27.05.18
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A discussão sobre o futuro posicionamento político do PS marcou o segundo dia de congresso, com Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, a surgir como principal defensor de um partido voltado para os parceiros à esquerda. A seu lado teve o histórico Manuel Alegre, que avisou que a viragem à direita "representaria um risco de morte" para o PS. Foi a Augusto Santos Silva que coube o papel de moderado socialista.

"Há milhões de trabalhadores portugueses que trabalham 40 ou mais horas por semana e que ganham mal. Ganham pouco. O PS só pode, só merece e só manterá uma maioria no País se não deixar de falar para este povo", defendeu Pedro Nuno Santos, que já demonstrou vontade de, daqui a uns anos, substituir António Costa como líder do PS. Depois de arrancar vários aplausos aos militantes, o governante tocou na lei laboral para dizer que "não contamos com PSD e CDS para proteger os trabalhadores" e que "não é com o PSD ou CDS que vamos proteger o sistema público de pensões". "E isto não é populismo, não é radicalismo. É ser socialista", rematou, levantando o congresso da Batalha. Manuel Alegre aproveitou a deixa para dizer que "o PS não pode inverter o caminho atual". "Uma viragem à direita significaria um risco de morte para o PS."

Já o ministro dos Negócios Estrangeiros evitou clivagens. "Não combato nenhum socialista, de nenhuma tendência, de nenhuma opinião. Eu combato a direita e combato também todas as tentativas de retirar autonomia ao PS", disse Augusto Santos Silva, numa espécie de resposta a Pedro Nuno Santos.

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