"Joguei enquanto o meu pai estava nas mãos de bandidos"

Situação sucedeu horas antes do duelo da Nigéria com a Argentina no Mundial 2018.
03.07.18
"Joguei enquanto o meu pai estava nas mãos de bandidos"
A seleção da Nigéria seguia no autocarro a caminho do Estádio de São Petersburgo, na passada terça-feira, para defrontar a Argentina no decisivo duelo do Grupo D do Mundial 2018, quando John Obi Mikel foi informado, através de uma chamada, que o seu pai tinha sido raptado. No mesmo contacto, foi ainda garantido ao médio que o seu pai seria morto caso a situação fosse reportada às autoridades. A revelação foi feita pelo próprio jogador ao The Guardian.

"Joguei enquanto o meu pai estava nas mãos de bandidos. Tive de superar o trauma. Atendi uma chamada a quatro horas do jogo a dizer-me o que tinha acontecido. Estava emocionalmente afetado e tive de tomar a decisão em relação a estar ou não pronto mentalmente para jogar. Estava confuso. Não sabia bem o que fazer, mas no final de contas sabia que não podia dececionar 180 milhões de nigerianos. Tive de me fechar e representar o meu país. Não podia informar os treinadores ou a Federação da situação, que apenas um círculo pequeno de amigos sabia", revelou.

"Disseram-me que matariam o meu pai mal caso eu denunciasse a situação às autoridades ou contasse a alguém. Não quis comentar com o selecionador, porque não queria que a situação se tornasse uma distração para ele ou para a equipa num dia de jogo tão importante. Por mais que desejasse falar-lhe disso, não podia", admitiu.

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