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MAGGIOLO GOUVEIA REGRESSA AO PAÍS

O funeral, em terra portuguesa, do tenente coronel Maggiolo Gouveia, assassinado pela Fretilin em Timor, em Dezembro de 1975, realiza-se no próximo dia 18, pelas 16 horas, em Mação, numa cerimónia estritamente familiar, segundo soube o CM.
12.08.03
Os restos mortais do oficial português regressaram há cerca de um mês a Portugal e foram encaminhados para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra, onde testes de ADN confirmaram a identidade daquele oficial.
Uma primeira identificação tinha sido feita pelo próprio filho de Maggiolo Gouveia, em Junho, na vala comum onde estavam as cerca de 60 pessoas fuziladas na mesma ocasião, junto à estrada de Aileu. Maggiolo Gouveia comandava a PSP em Timor, quando eclodiu o golpe levado a cabo pela UDT em Agosto de 1975, que o aprisionou. Mais tarde foi libertado e novamente preso pela Fretilin, onde, durante longo cativeiro sofreu várias sevícias. O Exército português, quando retirou para Ataúro, já em plena invasão indonésia, “esqueceu” Maggiolo Gouveia, em circunstâncias obscuras.
Este epílogo só foi possível após o empenhamento do Comissário para Timor, Padre Victor Melícias e, depois, do actual Executivo, através do ministro da Defesa. A trasladação de Maggiolo Gouveia, foi uma das grandes “bandeiras” da Associação de ex-Prisioneiros de Guerra da Índia e de Timor.

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