Major-general denuncia falta de assistência na saúde

Bargão dos Santos critica falta de resposta no serviço público. Edifícios hospitalares alienados estão fechados há quatro anos.
Por Sónia Trigueirão|04.08.18
O major-general João Gabriel Bargão dos Santos, ortopedista que chegou a dirigir o Hospital Militar de Lisboa, escreveu ao Presidente da República a denunciar a falta de assistência na saúde aos militares, nomeadamente aos ex- -combatentes. O militar apelou à intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa como comandante supremo das Forças Armadas.

Na missiva, Bargão dos Santos refere que, com a alienação dos dois hospitais do Exército (o Militar Principal e o de Belém) e da unidade da Marinha e a criação de um hospital único, perderam-se 400 camas de internamento. Acresce ainda o facto, refere o militar, que os edifícios dos hospitais que foram alienados, por ajuste direto do Ministério da Defesa a favor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, estão fechados há quatro anos.

Na carta, critica "a inação revelada pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, que apesar do argumento de urgente necessidade não apresentou até hoje, que se saiba, um projeto de construção ou adaptação dos Prédios Militares". Segundo o protocolo assinado, o objetivo da alienação era o de possibilitar a "implementação de Unidades de Cuidados Paliativos, Pequenas Cirurgias e Cuidados Continuados Integrados Pediátricos por um período de 30 anos".

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