Manuel Pinho deverá ser ouvido na próxima semana como arguido no caso EDP

Ex-ministro da Economia deverá ser ouvido no dia 18 ou 19 de Julho.
09.07.18

Em Maio passado, Manuel Pinho, ex-ministro da Economia e da Inovação, deixou de ser considerado arguido – a par com Miguel Barreto, ex-director-geral de Energia – no caso EDP, no âmbito da investigação sobre alegados benefícios fiscais, no valor de 1,2 mil milhões de euros, concedidos à eléctrica por parte do Executivo de então.

Mas, agora, vai voltar a ser ouvido nessa qualidade, sublinha o Observador, citando a notificação enviada pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), em que os procuradores Carlos Casimiro e Hugo Neto, titulares dos autos do caso EDP, convocam Manuel Pinho para ser interrogado no dia 12 de Julho.

Acontece que Pinho não estará ainda no país no dia 12, por ter assuntos a tratar no estrangeiro, só regressando a 16.

Manuel Pinho e Miguel Barreto já não são arguidos. O juiz de instrução anulou a constituição de arguido por razões formais mas o MP poderá voltar a imputar suspeitas aos ex-responsáveis públicos.

Os procuradores do DCIAP propuseram, então, a Ricardo Sá Fernandes, advogado do ex-governante, o dia 17 de Julho de manhã, mas a defesa de Pinho considerou muito apertado e sugeriu o dia 18 ou 19, revela a mesma publicação.

A novidade é que Manuel Pinho vai ser constituído arguido pela segunda vez pelos procuradores Carlos Casimiro e Hugo Neto. "A leitura do despacho dos magistrados do MP, datado de 28 de Junho, não deixa margem para outra interpretação: ‘realização de interrogatório ao arguido Manuel Pinho no dia 12 de Julho de 2018, pelas 14h’", lê-se no documento consultado pelo Observador nos autos do caso EDP.

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