Médica diz que foi “erro” raptar filho

Anestesista justifica fuga com menino de dois anos devido a “grande stress emocional”.
Por Fátima Vilaça|25.05.18
Foi um grande erro o que aconteceu. Eu estava numa situação de grande stress emocional e foi a saída que encontrei. Estou muito arrependida. Se fosse hoje, não o faria".

Num depoimento muito curto e com a voz trémula, a médica anestesista Helena Costa confessou esta quinta-feira, no Tribunal de Braga, ter fugido com o filho de apenas dois anos para o Dubai, depois para a Índia e para o Brasil, para evitar partilhar a guarda do menino com o pai. A mãe, médica psiquiatra, que acompanhou a filha e o neto na fuga, garantiu ao coletivo do Tribunal de Braga que o menino "estava doente" e que decidiram ir embora "aconselhadas por médicos e advogados".

"Os advogados assustaram-nos muito, disseram que o menino podia ser entregue ao pai. E nós ficamos em pânico, porque tínhamos medo que ele piorasse caso isso acontecesse", justificou a psiquiatra, sublinhando que a intenção - sua e da filha, de 38 anos - era regressarem a Portugal assim que o menino "melhorasse". "Ficámos aflitas, com medo de regressar. Pensámos em fazer um acordo com o pai da criança, mas não havia diálogo", referiu. Mãe e filha estiveram um ano e um mês em fuga com o menino, sem nunca dar conhecimento ao pai.

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