Ministro Santos Silva diz que pena de morte na Guiné Equatorial "não é aceitável"

País comprometeu-se em abolir pena capital quando entrou para a CPLP. Detenção de cartoonista gera polémica.
Por Lusa|28.02.18
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O ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, considerou esta quarta-feira que "não é aceitável" que a pena de morte não tenha sido ainda abolida na Guiné Equatorial, vincando que a abolição é diferente de moratória.

"Se me pergunta se é aceitável [a existência da pena de morte], respondo que não, visto que a adesão da Guiné Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) ficou sujeita a três compromissos", entre os quais a abolição da pena de morte.

O governante, que está a ser ouvido na comissão parlamentar dos Negócios Estrangeiros sobre a política geral do ministério e sobre a base das Lajes, e que respondia a uma pergunta do líder parlamentar do Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares, lembrou que o terceiro compromisso era "a abolição da pena de morte, e isso não está a ser cumprido".

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