“Nós não odiamos os homens”, afirma Camille Paglia

A propósito da publicação em Portugal de ‘Mulheres livres, homens livres’, que reúne alguns dos seus mais importantes textos, a entrevista com a feminista Camille Paglia
Por Fernanda Cachão|12.08.18
“Nós não odiamos os homens”, afirma Camille Paglia
Foto Michael Lionstar
Camille Paglia é um dos nomes mais importantes do feminismo e um dos mais controversos. A propósito da publicação em Portugal de ‘Mulheres livres, homens livres - sexo, género & feminismo’, pela Quetzal, que reúne alguns dos seus textos mais importantes, a professora universitária americana, de 71 anos, deu à ‘Domingo’ uma entrevista por email em que fala de assédio sexual, e de movimentos como o #MeToo, e explica porque é que ainda hoje em dia o feminismo está longe de ser global - a culpa é também das mulheres.

Porque é que se deve salvar o feminismo das feministas?

As feministas de hoje não são donas do feminismo, um extraordinário movimento de reforma social que começou em 1840. A primeira vaga de feministas emergiu da cruzada internacional contra a escravatura. As primeiras foram abolicionistas que se revoltaram contra o facto de apenas aos homens ser permitido falar na Convenção Mundial Anti-Escravatura, em Londres, em 1840.

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