Novo relatório Sobre Pedrógão Grande diz que foi a linha elétrica a provocar a tragédia

Peritos da Universidade de Coimbra arrasam a atuação da Proteção Civil
Por José Carlos Marques e Lusa|16.10.17

Um novo relatório sobre os incêndios de Pedrógão Grande tece duras críticas a todo o sistema de Proteção Civil.
O documento foi entregue esta segunda-feira ao Ministério da Administração Interna pela equipa de Domingos Xavier Viegas, do Departamento de Engenharia Mecânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. O documento assume que morreram 65 e não 64 pessoas na tragédia, contabilizando uma morte que o Estado ainda não classificou oficialmente como sendo vítima do fogo.

As conclusões dos peritos são duras: "A grande dimensão da tragédia colocou em evidência que o nosso sistema de emergência não  está preparado para fazer face a um número tão massivo de pessoas afetadas, feridas ou mortas", lê-se no resumo dos factos apurados.

O sistema falha na prevenção, falha no combate, e falha na assistência aos feridos: "A prestação de apoio psicológico e socorro médico e hospitalar teve deficiências que importa estudar melhor. A situação do País na prestação de socorro a doentes queimados graves, embora tenha melhorado grandemente nos últimos anos, é ainda insuficiente para acidentes desta escala"

Fogo foi causado por linha elétrica e não por raio
Outro dado evidenciado no relatório é que o incêndio terá começado devido ao contato entre uma linha de média tensão e a vegetação envolvente: "
O incêndio mais grave resultou das ignições de Escalos Fundeiros e de Regadas, que, em nosso parecer, terão sido causados por contactos entre a vegetação e uma linha elétrica de média tensão. Esta situação configura, em nossa opinião uma deficiente gestão de combustíveis na  faixa de proteção da linha, por parte da entidade gestora".

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