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Obesidade pode ter os dias contados

Os cientistas já descobriram como controlar os neurónios que comandam o nosso apetite. As experiências só foram feitas, para já, em animais. Mas resultaram.
01.10.13
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Obesidade pode ter os dias contados
A experiência foi realizada com a ajuda da optogenética, área da neurociência que combina a ótica e a genética Foto Mustafa Arican

Está dado o primeiro passo para erradicar a obesidade. Para já, só foram realizadas experiências com animais, mas já se especula se resultaria nos humanos. Um estudo publicado na 'Science', uma das mais prestigiadas revistas científicas, provou que é possível controlar o comportamento alimentar da cobaia preferida dos cientistas, os ratos.

A experiência foi realizada com a ajuda da optogenética, uma área da neurociência que combina a ótica e a genética. Através desta técnica, os neurocientistas conseguiram isolar a contribuição de neurónios específicos, neste caso neurónios de uma zona da amígdala e do hipotálamo lateral, que regulam o comportamento alimentar. Através do controlo da atividade destes neurónios, foi possível alterar o comportamento alimentar dos ratos.

Ao introduzirem sensores de luz em neurónios de uma zona da amígdala dos animais, uma região do cérebro altamente associada às emoções, e iluminando depois as projeções destes neurónios no hipotálamo lateral, relacionado com a sensação de fome, foi possível definir um circuito neuronal de regulação do comportamento alimentar.

NEUROCIENTISTA PORTUGUÊS EXPLICA A IMPORTÂNCIA DESTA DESCOBERTA

No decorrer da experiência, foram constituídos dois grupos de animais. No primeiro, o sensor ativava os neurónios que ligam a amígdala ao hipotálamo lateral, o que fazia com que os ratos tivessem fome. No segundo, os neurónios eram desativados e os ratos recusavam-se a alimentar-se, independentemente da fome que tivessem.

Basicamente, o que a experiência pretende revelar é que o isolamento de neurónios específicos é por si só capaz de alterar o comportamento alimentar dos ratos.

Esta é uma descoberta muito significante. A aplicação desta experiência em humanos erradicaria a obesidade em todo o mundo. Ao CM, Albino Maia, neurocientista e investigador na Fundação Champalimaud, diz acreditar que esse dia está muito longe de chegar.

“É um trabalho fundamental, importante e interessante para compreendermos o funcionamento destes circuitos, mas não estamos nem sequer perto de poder utilizar este tipo de informação para modelar o comportamento alimentar em humanos”, explica.

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6 Comentários
  • De Marie-Adeline02.10.13
    Ohhh!!são porquinhos bebés?então quando a (porca mãe) tiver os filhos vão deixar tudo? é pah!isto é que vai ser uma porcaria!!!Desculpe Anonimo,eu não sabia q eram porquinhos,ou...já estava esquecida,deve ser da velhice!
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  • De Matheus02.10.13
    esta questão não é assim tão óbvia, até porque muita da obesidade não está directamente ligada ao excesso de comida, mas sim e também na grande maioria dos casos a destúrbios hormonais e retenção de liquidos no organismo
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  • De sabugas02.10.13
    Agora, podemos usar cobaias humanas, dou já como nomes principais, o incendiario homicida do elevador, o violador de telheiras, aquele miudo que esfaqueou o outro e pegou-lhe fogo, os icendiarios etc.
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  • De anónimo02.10.13
    E qual é a piada de comer um leitão?? Sabe que são porquinhos bebés? Sinceramente, não há mais nada para comer?... Humanos ignorantes!
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  • De Marie-Adeline02.10.13
    Bom!não morres do mal,morres da cura!!entretanto já estou a sonhar c 1 cochon de lait (leitão)em minha casa c a minha maravilhosa família a festejar 47 anos de casados,e viva a comida portuguesa para relembrar Portugal!!
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