Pai apoia ritual depois de a filha de 10 anos morrer mutilada

Progenitor considera que a mutilação genital é uma antiga tradição que deve ser mantida.
23.07.18

Uma criança de dez anos morreu, na Somália, depois de sofrer uma mutilação genital feminina. O pai da criança aceita o sucedido e atribui a morte da filha a causas divinas.

O progenitor confessa que está perturbado com o episódio mas continua a defender a prática da mutilação e acredita que a filha foi "levada por Alá". A criança foi mutilada e sangrou até à morte, de acordo com relatórios médicos.

O pai acrescenta ainda que "as pessoas na área estão satisfeitas [com o sucedido]. A mãe dela consentiu. Temos visto os efeitos, mas é uma cultura do país em que vivemos", acrescentou, considerando que a mutilação genital é uma tradição que devem preservar.

Dois dias depois de ter sido submetida à mutilação, a menina foi levada para o hospital pelos pais que foram incapazes de estancar a hemorragia. Os exames revelam que a criança foi mutilada com utensílios não esterilizados que lhe causaram infeções e levaram a contrair tétano.

Um médico que recebeu a ocorrência revela que "lhe cortaram-lhe [à menina] o clítoris e um lado da vulva. O outro lado ficou ferido em três áreas. Nunca vi ninguém mutilado desta forma na minha vida", avança o Voice of America.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a mutilação genital feminina pode causar sangramentos, infeções, problemas urinários, complicações na gravidez e até levar.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!