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Palavras cruzadas ligadas a atentado ao irmão de Chávez

Um aparentemente inofensivo jogo de palavras cruzadas publicado pelo jornal venezuelano 'Últimas Notícias' escondia, alegadamente, um plano ou a ordem para assassinar o irmão do presidente Hugo Chávez, Adán Chávez, governador do estado de Barinas. A afirmação foi feita pelo apresentador da televisão estatal da Venezuela Perez Pirela, e provocou mais um enorme alvoroço no país sul-americano.
13.05.12
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Palavras cruzadas ligadas a atentado ao irmão de Chávez
Adán Chávez é o irmão do presidente da Venezuela Foto Reuters

Segundo Pirela, que ao início da noite apresenta um programa onde ataca os adversários de Hugo Chávez, um grupo de matemáticos e psicólogos, entre outros especialistas, analisou as palavras cruzadas, criadas pelo veterano Neptali Segóvia para o 'Últimas Notícias' e 'decifrou' o plano.

A ordem para assassinar o irmão do presidente estaria nas soluções das palavras cruzadas, que incluíam, além do nome de Adán, também as palavras “assassinem” e “rajadas”, segundo Pirela, para quem esta utilização de passatempos para planos clandestinos era muito comum na II Guerra Mundial.

Neptali Segóvia, veterano da criação de palavras cruzadas, ficou espantado e chocado com a acusação. Segundo o 'Últimas Notícias', o próprio tomou a iniciativa de ir à sede dos serviços de informações venezuelanos, em Caracas, prestar depoimento.

A denúncia de um suposto plano para matar o irmão de Chávez é mais um episódio no clima de tensão absoluta vivido na Venezuela, onde o presidente raramente se encontra desde Junho de 2011, quando foi descoberto que padecia de um cancro, que ele insiste em tratar em Cuba.

Os rumores informais de que estaria em fase terminal, e o silêncio oficial sobre a doença, proporcionam uma onda cada vez maior de especulações quanto à real possibilidade de Chávez disputar a reeleição nas eleições marcadas para Outubro.

São cada vez mais fortes os indícios de que o líder da revolução bolivariana não tem condições físicas para suportar uma intensa e desgastante campanha eleitoral, e que teria de ser substituído. Nessa eventualidade, alguns nomes do chavismo despontam como favoritos, como o do vice-presidente da República, Elias Jaua; do ministro dos Negócios Estrangeiros, Nicolás Maduro; o do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello; e o do próprio Adán Chavez.

Nos últimos dias, porém, outros dois nomes ganharam força: os das duas filhas de Chávez, Rosa Virgínia, de 34 anos, e Maria Gabriela, de 31. As duas são sem dúvida as pessoas em que o presidente mais confia, mas Gabriela, solteira, tem feito as vezes de primeira-dama e acompanha o pai como uma espécie de escudeiro desde que a doença dele foi descoberta.

O que inicialmente parecia pouco provável, até porque nenhuma delas tem grande experiência política, passou a ser visto como uma grande possibilidade depois de um comentário do próprio Chávez, ao afirmar que, se tivesse que deixar o poder, gostaria de passá-lo para uma mulher.

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