Paula Rego revela que pintar Jorge Sampaio quase a matou

Pintora portuguesa conta as dificuldades de fazer o retrato oficial do Presidente.
20.02.18
O jornal britânico The Guardian traça esta terça-feira um perfil da pintora portuguesa Paula Rego, uma das artistas portuguesas mais conceituadas a nível internacional. No texto, a artista que há várias décadas vive em Inglaterra conta o que lhe custou fazer o retrato oficial de Jorge Sampaio, que consta da galeria dos presidentes, em Belém.

"Pintar o presidente de Portugal, Jorge Sampaio, quase me matou. Começámos a trabalhar no estúdio do último rei de Portugal. Ele  tinha sido um pintor muito bom [a artista refere-se ao rei D. Carlos, que na verdade é o penúltimo rei de Portugal] e tinha um estúdio naquela que é agora a residência oficial do Presidente. Foi uma tarefa impossível. As pessoas não paravam de entrar e comentar: "esse braço não está bem", ou, "esse nariz não é assim". No final, eu disse: "Talvez devêssemos ir para outro lado". Fomos para uma sala cheia de prateleiras de vidro e trabalhei muito arduamente. Fiquei alojada num hotel ali perto [do Palácio de Belém] e ia para a cama exausta. Jorge Sampaio é um homem muito bom. Ou, pelo menos, foi muito bom para mim. Ainda somos amigos".

A pintora revela no artigo que o primeiro desenho a sério que se lembra de ter feito foi da sua avó, quando tinha nove anos. A artista revela depois a sua educação artística, completada em Londres, e as influência que as técnicas clássicas de desenho tiveram na sua obra.

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