Perseguido a tiro após tentar matar os pais

Cristiano ‘Branquinho’ foi detido em Itália durante a fuga, que durou nove dias, e libertado.
Por Fátima Vilaça|08.10.17
Quando encetou a fuga, na madrugada de 26 de setembro, ao perceber que podia ser preso por ter ateado fogo à cama onde os pais dormiam, Cristiano ‘Branquinho’, como é conhecido em S. Mamede de Este, Braga, pediu emprestados o BMW e dois mil euros à namorada. Fugiu e, durante nove dias, conseguiu escapar ao cerco das autoridades. Chegou a ser detido em Itália, após ser perseguido a tiro pela polícia. Foi libertado, sem que as autoridades portuguesas fossem alertadas.
Homem que tentou matar pais fica em prisão preventiva

Na sexta-feira à tarde, a mãe encontrou-o no sótão da casa onde os crimes aconteceram. Foi detido pela PJ, sem oferecer resistência. Ontem, confessou tudo à juíza que o ouviu em primeiro interrogatório, no Tribunal de Vila Nova de Famalicão. Afirmou que estava arrependido, disse que estava doente e queria ser tratado.

O tribunal mandou-o para a cadeia, indiciado por dois homicídios tentados, um crime de incêndio e outro de extorsão. Já está no estabelecimento prisional de Custoias, em Matosinhos.

Quando regressou a casa dos pais, na quinta-feira à noite, Cristiano escreveu, em duas folhas de papel, um pedido de perdão. "Mãe e pai, perdoem-me o mal que vos fiz. Amo-vos muito e quero que me ajudem", dizia o bilhete que a mãe encontrou e que alertou para a presença do filho. O cadastrado estava em liberdade condicional desde finais de maio, com dois anos e meio de pena de prisão por cumprir. Fica na cadeia pelo menos até ser julgado.


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