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Portugal é porta de mercado europeu de droga

Portugal é um dos principais portões de entrada de droga na Europa, segundo um relatório europeu divulgado esta quinta-feira, que caracteriza um mercado de tráfico de estupefacientes em mudança a que as autoridades ainda não conseguem antecipar-se.
31.01.13
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Portugal é porta de mercado europeu de droga
As redes sociais assumem cada vez mais um papel importante na forma como os consumidores descombrem novas drogas. Foto DR

No primeiro relatório sobre "Mercados de Droga na União Europeia", da responsabilidade da Europol e do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT), apresentado em Bruxelas, aponta-se o caráter "dinâmico, inovador e rápido" da venda e consumo de drogas ilícitas no continente europeu, atributos que, defende-se nas conclusões, precisam de aplicar-se também à ação das polícias.

A comissária europeia para os Assuntos Internos, Cecilia Malmström, afirmou que os esforços individuais de cada país "simplesmente não chegam" para acompanhar as mudanças.

Por seu turno, o diretor da Europol, Rob Wainwright, declarou que o tráfico de droga é a atividade principal "da maior parte dos grupos de crime organizado", que em alguns casos juntam esforços, mudam métodos de tráfico e rotas para evitarem ser apanhados e se aproveitam de formas legítimas de transporte para mover a droga, desde os contentores aos correios.

Esta adaptabilidade faz com que a droga seja transportada de muitas formas diferentes, o que torna mais difícil a sua deteção, reconheceu o diretor da Europol.

Portugal e Espanha continuam a ser "os principais pontos de entrada de cocaína na Europa", provenientes de rotas marítimas e aéreas tradicionais, mas também de novas rotas.

Apesar de apreensões recorde em anos recentes (34 toneladas em 2006), Portugal regista uma média anual de 3 a 4 toneladas, destacando-se o facto de serem sempre grandes quantidades apreendidas de cada vez.

As rotas de tráfico da África Ocidental merecem especial atenção, assinala-se no relatório, que indica Cabo Verde, Mali ou Costa do Marfim como Nações em que as autoridades europeias estão atentas, vigiando aeroportos por onde passam cargas de heroína ou cocaína.

"Carregamentos de várias toneladas", provenientes da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela viajam por mar e entram na Europa através da Península Ibérica e, numa escala menor, por portos da Holanda, Bélgica, Alemanha, França, Itália e Reino Unido.

Quanto ao crime organizado que está por trás do tráfico, no relatório chama-se a atenção para o domínio de "gangues criminosos" baseados no noroeste do continente europeu, que não fazem distinções em relação ao tipo de drogas que negoceiam.

O relatório assinala o impacto que as tecnologias de informação mais prosaicas têm no mercado da droga, desde os telemóveis, que asseguram a possibilidade de contactos sem presença física entre vendedores e compradores, à Internet, como "meio de comunicação relativamente seguro para as pessoas envolvidas em atividades clandestinas".

"As redes sociais 'online' têm um papel cada vez maior na forma como os consumidores descobrem, compram novas drogas e partilham as suas experiências", lê-se no documento, que se refere às novas drogas sintéticas, muitas delas legais, como um desafio crescente ao combate aos estupefacientes na Europa.

As entidades que elaboraram o relatório salientam a necessidade de haver uma "resposta robusta" às relações entre o mercado das novas drogas e o mercado instalado das substâncias controladas.

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1 Comentário
  • De Holandesa31.01.13
    O governo tem que legalizar e optar pela mesmas leis que os paises como Holanda,Belgica fazem tanto dinheiro em impostos mas è uma vantagem para ambos o povo e o governo.
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