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Professores sem horário no combate ao abandono escolar

O ministro da Educação e Ciência anunciou esta terça-feira a possibilidade de os professores sem horários e contratados serem colocados nas escolas, em actividades que fazem parte de um pacote de medidas para o sucesso e prevenção do abandono escolar.
17.07.12
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Professores sem horário no combate ao abandono escolar
Foto REUTERS / Andrea Comas

"Estamos em crer que haverá espaço para todos eles e para mais", afirmou Nuno Crato em conferência de imprensa, salientando que o ministério quer que "todos os professores com horário zero contribuam para o sucesso escolar".

Nuno Crato afirmou esperar que as medidas sejam apoiadas por "toda a comunidade educativa", afirmando que esta "melhor afectação de recursos" não surge em reacção a um número elevado de professores sem horário, sobre o qual recusou "especular".

O ministro afirmou que docentes de Educação Visual e Tecnológica podem leccionar disciplinas dessa área no 3.º ciclo, os das Tecnologias da Informação e Comunicação podem fazer manutenção do Plano Tecnológico da Educação e docentes de vários grupos podem ser colocados em "actividades de expressão artística".

Nuno Crato anunciou também a criação de um sistema de módulos para as disciplinas do Básico e Secundário para alunos com mais de 16 anos e afirmou que as escolas devem também oferecer "percursos curriculares alternativos" adaptados aos perfis e capacidades de cada aluno.

As turmas do ensino profissional também poderão ser desdobradas na formação específica e técnica, de acordo com os recursos de cada escola".


Estas e outras medidas do programa para prevenção do abandono e promoção do sucesso escolar são assumidamente uma maneira de colocar os professores que estejam sem componente lectiva, ou seja, os que têm "horário zero".

Entre outras medidas que são "aconselhadas" às escolas, dentro da "afectação de recursos que considerarem adequadas", está a integração de professores de Inglês, Educação Física e Expressões nas actividades de enriquecimento curricular promovidas pelas escolas, o reforço de "apoio ao estudo no 1.º e 2.º ciclo" do básico, a oferta de iniciação ao Inglês no 1.º ciclo, ou a criação de "ofertas complementares" nas áreas da cidadania, artes, cultura ou ciência.

Outras medidas que as escolas poderão tomar, dentro do seu regime de autonomia, são a colocação de professores de português e matemática em regime de "coadjuvação" na área de Expressões, no primeiro ciclo, ou nas disciplinas estruturantes de qualquer nível, a criação de programas de tutoria, estudo orientado ou orientação vocacional.

O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, afirmou que os horários zero que as escolas já comunicaram ao Ministério, ou seja, o número de professores que estão para já sem horários e têm que concorrer para dar aulas, está em fase de validação até 26 de Julho, e pode até lá ser alterado em face destas novas medidas que foram apresentadas.

De 9 a 14 de agosto, as escolas poderão novamente corrigir, desta vez em definitivo, o número de professores sem horário que declararam.

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4 Comentários
  • De António18.07.12
    A questão não são as mordomias..A questão é que são professores que sempre deram aulas e fazem parte dos quadros do estado. Não são desempregados. E ainda gostava que apontasse as mordomias.. porque eu não vejo nenhumas
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  • De Alves18.07.12
    Os professores a combaterem o ABANDONO escolar! Isso é um pretexto para continuarem a receberem os SALÁRIOS, VENCIMENTOS e MORDOMIAS do ESTADO! Coitados dos outros DESEMPREGADOS!
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  • De Rui Silva18.07.12
    Claro! Uma solução para a borrada que ele e os seus pares criaram! É a loucura total!
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  • De Filipe18.07.12
    Pode ser uma solução!
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