“Sabiam que podiam matar os polícias”

Agentes de serviço em arraial atacados com pedras, murros e pontapés na cabeça.
Por Sérgio A. Vitorino|25.08.18
"Quem atira pedras como vocês atiraram e agride com joelhadas na cabeça, sabe necessariamente que o resultado possível é a morte". A frase é do juiz Rui Teixeira, que esta sexta-feira condenou no tribunal de Loures quatro dos cinco acusados de tentativa de homicídio de dois agentes da PSP - "sabiam que os podiam matar", resumiu - e agressões a um outro, assim como a um popular que tentava ajudar.

Ercelino Tavares - o primeiro a agredir os agentes sem qualquer justificação - foi condenado a 8 anos e seis meses de cadeia efetiva. Tiago Lopes e Diogo Henriques apanharam sete anos e meio. Bruno Miranda foi condenado a sete anos. Um quinto foi absolvido dos crimes ocorridos a 3 de julho do ano passado num arraial no Catujal, Loures.

"A autoridade do Estado é algo que se preserva. Não colhe a ideia que se pode bater nas pessoas só porque são polícias. Vocês acham que a lei não serve para vocês. Se calhar só para receber qualquer coisa da Segurança Social... A pena vai ensinar-vos!", afirmou o juiz Rui Teixeira que fez a instrução do processo Casa Pia entre 2002 e 2004 e está agora de saída para a Relação.

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