Se um cão de assistência se aproximar de si, siga-o

Depois de partilhar a sua história nas redes sociais, Tessa C. recebeu agradecimentos de muitas pessoas.
22.06.18
Se um cão de assistência se aproximar de si, siga-o

Os cães de assistência desempenham um trabalho importante na sociedade e para as pessoas que ajudam diariamente. Porém, a forma como os restantes cidadãos se devem relacionar com estes nem sempre é clara.

Tessa C., uma senhora com problemas de autismo e epilepsia, resolver partilhar a sua história no Tumblr e no Twitter na esperança de conseguir educar o público sobre esta questão.  Tessa caiu na rua sem gravidade e o seu cão, Raider, foi imediatamente procurar a ajuda de outro ser humano para ajudar a sua tutora – tal como foi treinado para fazer. Raider conseguiu encontrar uma senhora, que não lhe ligou e enxotou-o.

A senhora contou a história pelas suas próprias palavras: "Bem, hoje caí. Tombei directamente com a cara no chão e foi horrível, mas felizmente foi uma queda sem gravidade. O meu cão de assistência, porém, está treinado para ir buscar um adulto caso eu tenha uma convulsão. Ele assumiu que foi esse o caso". "Fui atrás dele depois de sacudir o pó das minhas calças e do meu ‘ego’", continuou Tessa. "Encontrei-o a tentar chamar à atenção de uma mulher muito irritada [com as acções do animal]. Ela estava a afugentá-lo para longe e a dizer-lhe para se ir embora."

Tessa concluiu que as pessoas precisam de aprender a lidar com cães de serviço e usou as redes sociais para esclarecer que: "se um cão de serviço sem o seu tutor se aproximar de si, significa que essa pessoa caiu e precisa de ajuda". "Não fique assustado, não fique chateado. Siga o cão!", aconselhou. "Se fosse uma situação de emergência, eu poderia ter vomitado e engasgado-me no meu próprio vómito; poderia ter batido com a cabeça; poderiam ter-me acontecido imensas coisas."

A tutora de Raider explicou ao Bored Panda que tem o cão de assistência há cerca de 2 anos e meio, originalmente treinado para a ajudar com o autismo. Contudo, há 4 ou 5 meses, Tessa foi diagnosticada com epilepsia e teve 3 espasmos em pouco tempo. Raider está a ser treinado para a auxiliar também com estes ataques, mas a tutora revelou que é um treino um pouco mais complicado e só daqui a uns meses é que o cão estará pronto para a apoiar também com a epilepsia.

A história tornou-se viral na Internet e Tessa recebeu imensos tweets de pessoas a agradecerem-lhe pelos seus esclarecimentos nesta matéria. 

Os cães de assistência não devem ser distraídos do seu trabalho
Para quem goste de animais, é difícil resistir à tentação de tentar fazer festas nos cães de assistência. No entanto, estes não podem ser vistos como animais de estimação comuns e são uma ajuda valiosa para os tutores que ajudam.

Jessica Reiss da Canine Companions for Independence (CCI) referiu que "o cão é parte de uma equipa". "Torna-se uma extensão da pessoa, tal como uma cadeira de rodas [por exemplo]… o cão é parte do que a pessoa é e tocar-lhe pode desconcentrá-lo do que está ensinado para fazer", sublinhou ao The Dodo.

Reiss explicou que este tipo de cães são treinados para passar de um estado de relaxamento para alerta em segundos. Parar um cão de assistência na rua e/ou apresentar-lhe estímulos e festas pode distraí-lo e interferir com o seu trabalho.

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