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Seguro desvaloriza declarações da directora do FMI

O secretário-geral do PS, António José Seguro, desvalorizou neste domingo as declarações da directora do FMI sobre o cumprimento dos compromissos internacionais assumidos por Portugal, reafirmando que o país precisa de "mudar de caminho" e "aliviar" a austeridade.
22.04.12
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Seguro desvaloriza declarações da directora do FMI
Para António José Seguro, "as receitas que têm sido aplicadas para sair da crise estão completamente erradas" Foto Eduardo Costa/Lusa

"As instituições internacionais nestes momentos dizem sempre o que já diziam há dois ou três anos, que os países vão no bom sentido, também diziam isso em relação à Grécia", afirmou o líder socialista, acrescentando que "a realidade é bem diferente e os resultados da política de excesso de austeridade deste governo são resultados negativos".

António José Seguro, que falava aos jornalistas na Ribeira Grande, nos Açores, comentava as declarações de Christine Lagarde, directora do FMI, para quem o programa de ajuda externa a Portugal está a ser cumprido e não necessita de ajustamentos.

O líder socialista tem uma opinião diferente e reafirmou a necessidade de "mudar de caminho".

"O excesso de austeridade não é a cura, é a doença que agrava a crise internacional e quem paga isso são os portugueses", afirmou, defendendo ser "fundamental que o país alivie os sacrifícios exigidos aos portugueses e às empresas".

Para António José Seguro, "as receitas que têm sido aplicadas para sair da crise estão completamente erradas", frisando a importância de "encontrar soluções que coloquem o emprego e o crescimento económico como prioridade para a consolidação das contas públicas".

O secretário-geral do PS, que falava à entrada para um almoço com autarcas socialistas de S. Miguel, defendeu a necessidade de uma reforma do poder local, mas criticou a "leizinha de extinção de freguesias" apresentada pelo governo.

"O PS disponibilizou-se em Julho para trabalhar com o governo na reforma do poder local, que começasse por uma nova lei eleitoral autárquica e incluísse uma nova lei de atribuições e competências, uma nova lei de financiamento e uma lei de organização do território, mas o governo não quis a ajuda do PS e partiu sozinho para esta caminhada errada", afirmou.

 


No mesmo sentido, Vasco Cordeiro, candidato do PS/Açores à presidência do Governo Regional, destacou a importância da reforma do poder local e agradeceu o interesse de António José Seguro em conhecer as posições dos autarcas socialistas açorianos.

"Ainda recentemente tivemos a deslocação à região de um líder partidário que não teve essa oportunidade ou não demonstrou interesse em conhecer o impacto, os anseios e as posições dos autarcas", afirmou Vasco Cordeiro, numa referência à presença de Pedro Passos Coelho, presidente do PSD, em Ponta Delgada.

Para Vasco Cordeiro, a questão da reforma do poder local é um "tema de grande importância para a autonomia dos Açores".

"Não abdicamos das nossas competências, de sermos nós a decidir a criação e extinção de autarquias locais na região", frisou.

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