Ser mulher na Rússia "é terrível", afirmam Pussy Riot

Fundadora da banda punk acusa o governo russo de "legitimar" a violência doméstica, desde que aprovou "uma lei que despenaliza quem bate na mulher".
Por Lusa|18.08.18
Ser mulher na Rússia "é terrível", afirmam Pussy Riot
Maria Alyokhina e Nadezhda Tolokonnikova Foto EPA

Ser mulher na Rússia de hoje "é terrível", resume a música e ativista Nadya Tolokno, fundadora da banda punk feminista russa Pussy Riot, pouco antes de atuar no festival de Paredes de Coura.

Em entrevista à Lusa antes do concerto "político" que a trouxe a Portugal, Nadya Tolokno, presa após a célebre atuação numa catedral de Moscovo, em 2012, que catapultou as Pussy Riot para a cena internacional, acusa o governo russo de "legitimar" a violência doméstica, desde que, há um ano, aprovou "uma lei que despenaliza quem bate na mulher".

De nome completo Nadezhda Tolokonnikova, é das poucas ativistas da banda que dá a cara e prescinde da máscara balaclava que cobre os restantes apoiantes do movimento. Não precisa, é sobejamente conhecida por um regime que já a mandou prender mais do que uma vez.

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