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Sinergias com sociedade essenciais para prevenção de desastres naturais

O ministro da Administração Interna realçou esta segunda-feira a importância de haver sinergias entre o Estado, autoridades municipais e sociedade civil na prevenção de desastres naturais, admitindo que há ainda aspectos a melhorar na área da Protecção Civil.
26.11.12
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Sinergias com sociedade essenciais para prevenção de desastres naturais
Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, presidiu à apresentação do projecto 'Disaster - Desastres naturais de origem hidrogeomorfológica em Portugal' Foto Lusa

"Temos hoje vulnerabilidades acrescidas que, projectadas no tempo, não vão diminuir, vão aumentar, e por isso temos todos de criar sinergias para que, em conjunto, possamos reforçar a componente de planeamento, prevenção e de resposta quando essas situações ocorrem", afirmou Miguel Macedo.

O ministro, que falava na Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, durante a apresentação do projecto Disaster (base de dados para prevenir desastres naturais em Portugal), considerou que uma boa actuação perante as ocorrências naturais passa por um planeamento adequado, um conhecimento dos riscos, a adopção de medidas preventivas e capacidade de resposta. "As políticas de Protecção Civil e mitigação de riscos só serão eficazes se houver estreita articulação dos mecanismos de planeamento, ordenamento e desenvolvimento do território", sustentou.

Sobre a necessidade de investimentos "numa matéria que não tem visibilidade imediata" e que para muitas pessoas "não é prioritária num tempo de dificuldades" como o de hoje, o ministro frisou: "Queremos que as coisas lá estejam, que funcionem bem e dêem uma resposta adequada quando surge um problema".

Aos jornalistas, Miguel Macedo acrescentou ainda que para o essencial "há dinheiro e deve haver dinheiro, mas é preciso fazer opções". "Há dinheiro e é desejável esta interacção cada vez mais frequente e profunda entre estruturas académicas e o sector da Protecção Civil, não esquecendo as autarquias locais", disse.

As alterações climáticas, a erosão dos solos, a subida das águas, os riscos sísmicos e os incêndios foram apontados pelo ministro como os principais riscos de desastres naturais em Portugal.

Sobre os alertas para actuação da Protecção Civil, Miguel Macedo reconheceu que se pode melhorar. "Se me pergunta se está tudo a funcionar na perfeição e não se pode melhorar nesse domínio, é evidente que se pode melhorar e essa é uma das questões que tem sido tratada ao nível do planeamento para depois passar à parte operacional", concluiu.

Uma base de dados sobre cheias, inundações e desabamentos de terra ocorridos em Portugal continental entre 1865 e 2010 está a ser criada para ajudar os responsáveis da protecção civil.

O projecto chama-se "Disaster - Desastres naturais de origem hidrogeomorfológica em Portugal: base de dados SIG para apoio à decisão no ordenamento do território e planeamento de emergência" e está a ser coordenado por José Luís Zêzere.

O objectivo é contabilizar ocorrências que tenham provocado mortos, feridos, desaparecidos ou desalojados, numa intenção de melhor prevenir desastres naturais futuros. Por isso, a informação vai ser disponibilizada às populações, mas também às entidades responsáveis pela protecção civil e planeamento do território.

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