Suspeitas de fraude na federação desportiva de Kickboxing

Ordenados escondidos ao Fisco; férias à borla; seguros suspeitos; atletas a terem de pagar, sem direito a recibos, para representar Portugal.
Por Henrique Machado|09.01.18
Suspeitas de fraude na federação desportiva de Kickboxing
Diretores e secretária-geral sem contrato de trabalho, e pagos ‘ao quilómetro’, sem recibos ou descontos para o Fisco e Segurança social, numa situação de fraude fiscal. Férias da presidente pagas pela federação. E, ao mesmo tempo, deslocações de jovens atletas para representarem Portugal em europeus e mundiais pagas do bolso dos próprios à federação, sem direito a recibo; além de falsas iniciativas junto das escolas – tudo o que devia ser patrocinado pela Federação Portuguesa de Kickboxing e Muay Thai, por ser cofinanciada pelo Estado com cerca de 100 mil € anuais, num orçamento global de 400 mil.

Tudo isto – e mais ainda, como a situação dos seguros de quatro mil atletas, que a federação não lhes permite que façam de forma independente, contrariando a lei – já corre termos no Ministério Público, depois de uma queixa-crime a que o CM teve acesso e que visa a presidente da federação, Ana Vital de Melo.

A caricata questão das férias diz respeito ao campeonato do mundo de muay thai, no verão de 2015, na Tailândia. A comitiva tinha oito pessoas, com apenas quatro atletas e mais quatro pessoas para as acompanharem. No caso de Ana Vital Melo, terá decidido viajar para a Tailândia quando os atletas estavam já eliminados. E seguiu com duas pessoas para o Cambodja, de férias – que no caso da presidente terão sido pagas pela federação.

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