CDS-PP diz que CEME "não tem condições" e chama ministro da Defesa com urgência à AR

Ambiente tenso em comissão onde general não sabia o que estava "ali a fazer".
Por Lusa|31.07.18
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O CDS-PP declarou esta terça-feira Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) "não tem condições para continuar no cargo" e anunciou ir requerer a audição parlamentar urgente do ministro da Defesa sobre a polémica com material militar roubado de Tancos.

"Diz em relação a si próprio - 'não sei o que estou aqui a fazer' -, pois é exatamente esse o problema. Não sabe o que está a fazer. Por essa mesma razão, consideramos que o general CEME não tem condições para continuar no cargo. Por isso mesmo, decidimos também requerer com caráter de urgência que o ministro da Defesa venha cá esclarecer como foi possível dar garantias de que as armas, munições, explosivos perigosos tinham sido recuperados quando o CEME nos diz esta terça-feira que não dá essa mesma garantia", disse o deputado António Carlos Monteiro.

O parlamentar centrista falava aos jornalistas após a terceira audição do dia da comissão parlamentar de Defesa Nacional, com o CEME, depois de reuniões para ouvir as secretárias-gerais do Sistema de Informações e da Segurança Interna.

O deputado do CDS-PP referia-se à frase do general Rovisco Duarte - "com frontalidade, não sei o que estou aqui a fazer" -, para justificar o facto de não ter novidades a acrescentar face a anteriores testemunhos no parlamento sobre o assunto.

Para António Carlos Monteiro há uma "contradição evidente entre as garantias que foram dadas ao povo português de que aquele material tinha sido recuperado e alguém que diz que não pode dar garantias".

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