Técnicas cirúrgicas inovadoras de cardiologia chegam ao interior norte

Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro trata os primeiros doentes com técnicas de encerramento percutâneo.
Por Patrícia Moura Pinto|28.04.18
O serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro (CHTMAD), em Vila Real, tem disponível, desde terça-feira, as técnicas de encerramento percutâneo do forame oval patente (FOP) e do encerramento percutâneo da comunicação interauricular (CIA). Em Portugal, a segunda principal causa de morte é o enfarte agudo do miocárdio, apenas superado pelos acidentes vasculares cerebrais (AVC).

O FOP é uma condição cardíaca congénita em que um orifício entre as aurículas do coração não encerra ao nascimento. Em determinadas circunstâncias, e com características anatómicas específicas, pode ser uma causa de AVC, particularmente em doentes jovens. Por sua vez, o dispositivo de encerramento de CIA é colocado no coração através da veia femoral, com o auxílio de um sistema de pequenos tubos (cateteres). O dispositivo implantado ficará para sempre no coração, sendo depois totalmente recoberto com tecido normal do coração ao fim de 1 a 3 meses após o procedimento. O encerramento percutâneo da CIA tem uma duração até uma hora, seguido de um curto internamento hospitalar.

A implementação destas duas técnicas na unidade transmontana ocorreu no dia em que o Laboratório de Hemodinâmica do hospital comemorou dez anos. Foram intervencionados dois doentes com patologias distintas: um homem com 42 anos, que já sofreu um AVC, foi submetido ao encerramento do forame oval patente; e Mónica Martins, de 35 anos, que tem um sopro cardíaco, a quem foi aplicado o encerramento da comunicação interauricular.

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