“Têm de dar explicações sobre o que aconteceu”

Presidente da Câmara de Mação teme que mais zonas rurais sejam atingidas pela calamidade das chamas.
Por José Durão|31.07.17
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A fúria das chamas voltou em força à região Centro a 23 de julho, quando deflagrou o incêndio que viria a espalhar-se pelos concelhos da Sertã, Proença-a-Nova e Mação. Neste último, regularmente apontado como um exemplo na prevenção, arderam 18 mil hectares. População e autarquia questionam-se agora como foi possível que a catástrofe ganhasse tais proporções.

CM – Que balanço faz do incêndio no seu concelho?
Vasco Estrela – Quando o fogo consome mais de 18 mil hectares de floresta, afeta 20 lugares do concelho e obriga a evacuar 14 ou 15, o balanço só pode ser extremamente negativo. Não pode arder uma extensão tão grande e achar-se normal. Nem quero pensar na possibilidade de haver mais incêndios no verão.

– Teceu críticas à intervenção da Proteção Civil durante o incêndio. Acha que houve erros no combate ao fogo?
– A autoridade já deveria ter falado connosco. Não estou a pôr em causa um único bombeiro, mas as pessoas do concelho terão de ter explicações sobre o que aconteceu. Temos de perceber o que aconteceu, para nossa tranquilidade, ou o caso de Mação vai ser replicado noutros locais.

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