Trabalhadores acusam El Corte Inglês de Gaia de "assédio" para forçar despedimentos

Cerca de 50 funcionários do El Corte Inglês concentraram-se esta sexta-feira.
Por Lusa|20.04.18

Cerca de 50 funcionários do El Corte Inglês concentraram-se esta sexta-feira em Vila Nova de Gaia, acusando a administração de "assédio" e de pretender rescisões "com baixas indemnizações" sem "conceder fundo de desemprego".

Numa ação enquadrada na quinzena de luta promovida pelo Sindicato do Comércio, Escritório e Serviços reivindicando a negociação do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) das empresas de distribuição, os trabalhadores deixaram fortes críticas quer à associação do setor, APED, quer ao El Corte Inglês.

Célia Cardoso, funcionária em Gaia da grande superfície, denunciou à agência Lusa o "muito assédio moral" que é feito pela administração do El Corte Inglês, em que "há trabalhadoras com 10, 12 anos de casa que estão a ser chamadas para rescindir contrato a troco de um valor ridículo, cerca de oito mil euros, e sem direito ao fundo de desemprego".

Considerando como "valor justo" da indemnização "os 15 mil euros mais o fundo de desemprego", a funcionária apontou o dedo também à pressão devido ao facto de decorrem as avaliações, denunciando "discriminação para quem teve licença de maternidade em 2017", sendo-lhes "recusados aumentos", situação que reputou de "muito grave".

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