Trump considera ataque à Síria "missão cumprida"

EUA, França e Reino Unido lançaram 105 mísseis contra três alvos.
Por Ricardo Ramos|15.04.18
Aviões e navios de guerra norte-americanos, britânicos e franceses lançaram este sábado de madrugada mais de uma centena de mísseis contra instalações de produção e armazenamento de armas químicas na Síria, na prometida e amplamente anunciada retaliação pelo ataque tóxico da semana passada contra Douma.
O ataque à Síria

Tratou-se de um ataque cirúrgico e limitado, sem baixas civis a lamentar e que evitou dar razões à Rússia para uma escalada militar de consequências imprevisíveis. Trump saudou no Twitter um ataque "perfeitamente executado" e que "não podia ter corrido melhor". "Missão cumprida", escreveu o presidente dos EUA, dando a entender que a resposta ficará por aqui se Damasco não cair na tentação de voltar a usar armas químicas contra civis. A Rússia protestou contra um "ataque ilegal" mas não cumpriu a promessa de abater os mísseis aliados.
Acção militar conjunta contra a utilização de armas químicas na Síria

Os ataques da madrugada de ontem visaram "o coração do programa de armas químicas" do regime sírio e tiveram como objetivo "debilitar significativamente" a capacidade de Assad para lançar novos ataques com armas proibidas contra o seu povo.

De acordo com o Pentágono, foram lançados um total de 105 mísseis de cruzeiro contra três alvos nos arredores de Damasco e de Homs, incluindo o principal centro de pesquisa e desenvolvimento de armas químicas do regime, bunkers e armazéns de armas químicas e centros de comando.

Na operação participaram aviões Tornado britânicos estacionados na base de Akrotiri, em Chipre, caças Rafale e Mirage franceses vindos de bases no Sul de França, fragatas francesas e navios norte-americanos estacionados no Mediterrâneo Oriental e bombardeiros supersónicos B-1 provenientes de bases dos EUA no Qatar.
Imagens mostram rasto de destruição causado por ataque na Síria

Segundo o general Kenneth McKenzie, porta-voz do Pentágono, as primeiras indicações são de que "todos os mísseis atingiram o seu alvo", o que parece desmentir as alegações sírias e russas de que parte significativa dos mísseis teria sido abatida pelas defesas antiaéreas sírias.

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